O Dia Mundial do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas, em 18 de dezembro de 2007. No Brasil, serão iluminados de azul o Cristo Redentor (Rio de Janeiro), a Ponte da Estaiada, o Viaduto do Chá e a Assembléia Legislativa em São Paulo, a torre da usina do Gasômetro (Porto Alegre).
Em Curitiba, no sábado, último dia 31, no Parque Birigui, deu-se início a comemoração com o Rally da Inclusão, apresentação do cantor tenor Saulo Laucas Pereira que é autista e cego.
Na continuidade da programação hoje às 14h, terá na Assembléia Legislativa a apresentação do Projeto de Lei em defesa às pessoas com autismo.
(Fonte: Revista Autismo).
O Autismo é uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa de se comunicar, explorar e responder adequadamente ao ambiente e estabelecer interações sociais.
Importante lembrar que algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intacta, significativos déficits no desenvolvimento da linguagem e outras apresentam deficiência intelectual.
No mundo, segundo estima a ONU, existem mais de 70 milhões de pessoas com autismo.
No Brasil é uma Síndrome que atinge quase dois milhões de brasileiros.
Em crianças, o autismo é mais comum que câncer, AIDS e diabetes. Nos últimos anos, tem-se tornado mais comum recebermos na escola Especial crianças com o diagnóstico de autismo e outras com a queixa de atraso global do desenvolvimento e que ao serem avaliadas pela equipe multiprofissional, chega-se à conclusão que apresentam espectro do autismo.
Quando as mães ao ouvirem do médico Seu filho tem autismo, Seu filho tem um espectro do autismo; comumente questionarão o que se passou na gravidez de diferente, anormal, ou o que fizeram de errado; ou se a síndrome é hereditária;
ou por que isto está acontecendo com eles; na sua família.
Pai e mãe vivem alguns momentos típicos como momento da negação, da culpa, de auto-atribuir às causas a alguém ou a si mesmo, de saber se isso é passageiro e se existe cura para a síndrome de seu filho.
Mesmo o casal estando junto, estes momentos são vivenciados cada qual no seu tempo e na sua intensidade. E isso há de ser respeitado pelos profissionais que lidam com o autista.
O diagnóstico deverá ser feito por uma equipe multiprofissional. Geralmente não antes do terceiro ano de vida, embora em alguns casos algumas características são comuns antes desta idade.
Algumas características mais comuns que a criança apresenta são: não estabelece contato com os olhos, pode começar a desenvolver a linguagem, mas repentinamente é completamente interrompida sem retorno, não explora o ambiente de acordo com o esperado para a sua idade se restringindo a fixar-se em poucas coisas, tem hábitos motores esteriotipados como agitação, ou torção das mãos, dedos ou balançar-se, falta de procura espontânea em dividir satisfações ou interesses com outras crianças.
Embora o Autismo possa ser diagnosticado na infância, ele persistirá por toda a vida do indivíduo. Não podemos nos limitar ao diagnóstico, o momento é de conscientização e unir forças para um eficaz trabalho a ser desenvolvidos com essas pessoas podendo assim tornar-se cidadãos de fato e direito vindo a SER no MUNDO e não apenas ESTAR nele.