De acordo com o Conselho Federal e Regional de Fonoaudiologia Lei número 6.965, de 09 de dezembro de 1981: Fonoaudiólogo é o profissional, com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapia fonoaudiológica na área da comunicação oral e escrita, voz e audição, bem como em aperfeiçoamento dos padrões de fala e linguagem.
A função do Fonoaudiólogo dentro de uma Escola Especial é: avaliação, orientação para pais e professores, atendimento individual e em grupo, palestras e discussão de caso com a equipe multiprofissional. Além de encaminhar e acompanhar os alunos para profissionais de áreas afins.
São avaliados indivíduos desde o nascimento até a idade adulta. Após avaliação fonoaudiólogica, o profissional responsável irá determinar qual será o melhor tipo de atendimento para o aluno. As sessões acontecem semanalmente com duração de 30 minutos. São atendidos 16 alunos por dia. O Fonoaudiólogo também atua no trabalho com Equoterapia, as sessões também tem duração de 30 minutos e acontecem semanalmente na Apae rural.
O trabalho realizado é o de estimulação de fala e linguagem (indivíduos com atraso de fala e linguagem), terapia de fala para indivíduos que trocam letras para falar e a terapia miofuncional orofacial para indivíduos que respiram pela boca, que apresentam dificuldades para mastigar e engolir (deglutição). E por fim, um trabalho bem específico para crianças que apresentam Disfagia (dificuldade para engolir) e fazem uso de sonda. Crianças com Disfagia não podem receber alimentação via oral (pela boca), necessitam de um atendimento individual onde são estimulados os músculos orofaciais, após esse trabalho são encaminhadas para o médico que solicita um exame (Videodeglutograma) e só então com o resultado desse inicia-se um novo trabalho para introduzir a dieta via oral.
Além dos alunos com atraso mental ainda são atendidas diversas patologias, sendo as mais comuns os indivíduos com a Síndrome de Down, Paralisia Cerebral e Autismo.
O trabalho com o Autista é o de estimulação de fala e linguagem, visto que esses indivíduos apresentam dificuldades de interação e com isso atraso nesses aspectos. Os que apresentam Síndrome de Down, além do atraso de fala e linguagem também apresentam dificuldades de respiração, mastigação devido à hipotonia generalizada. Indivíduos com paralisia cerebral apresentam dificuldades na alimentação e se faz necessário um acompanhamento direto devido às dificuldades de deglutição, se acaso não for orientado a consistência alimentar corre o risco de engasgar e o alimento ir para o pulmão e com isso pneumonia por aspiração.
É esperado que os indivíduos com necessidades especiais apresentem atraso na aquisição e desenvolvimento de fala e linguagem. Esses indivíduos necessitam ser mais exposto a situações que estimulem sua linguagem e na maioria das vezes o que acontece é o contrário, vivem em ambientes com poucos estímulos, Pressupõe-se que por terem atraso mental, não adianta eles não irão melhorar mesmo e a conduta teria que ser o oposto, já que têm atraso eles deveriam ser mais estimulados para conseguirem superar suas dificuldades.
Todos os indivíduos se beneficiam com o trabalho fonoaudiólogico, uns mais e outros menos, de acordo com sua patologia. O importante é oferecer uma melhor qualidade de vida para essas pessoas, para que ela tenha condições de se comunicar (da forma que conseguir) e sair do isolamento social. Todo ser humano tem direito de se tornar um sujeito com gostos e sentimentos respeitados e isso só é possível por meio da comunicação.
Quanto mais precocemente receberem a estimulação adequada, mais chances de evoluir no tratamento. Não esquecer que a pessoa com necessidade especial tem a mesma necessidade de dizer que nós. Independente de suas características físicas e cognitivas tem oportunizar essa pessoa a desenvolver suas potencialidades e não elucidar suas dificuldades.
São realizados um média de 320 procedimentos (atendimentos) mensalmente para a carga horária de 40 horas e 128 para a carga horária de 16 horas. Num total de 448 procedimentos por mês no setor de fonoaudiologia.
Fonoaudiólogas da APAE de Campo Mourão
Vilma Aparecida de Oliveira e Mircilaine Michels Antonioli